Francisco (em latim: Franciscus), S.J., nascido Jorge Mario Bergoglio (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936 – Vaticano, 21 de abril de 2025), foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até a data da sua morte. Foi o primeiro Bispo de Roma a ser membro da Companhia de Jesus (Jesuítas), o primeiro das Américas, o primeiro do Hemisfério Sul, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1 200 anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e o primeiro papa a utilizar o nome de Francisco. Tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001 — véspera da festa da Cátedra de São Pedro — com o título de Cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino, por São João Paulo II. Foi eleito papa em 13 de março de 2013.
Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco se destacou por sua humildade, ênfase na misericórdia de Deus, visibilidade internacional como papa, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Ele é creditado por ter uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, por exemplo, escolhendo residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deve ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo desenfreado, o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Ele se opunha ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.
Na diplomacia internacional, ajudou a restaurar temporariamente as relações diplomáticas completas entre os Estados Unidos e Cuba e apoiou a causa dos refugiados durante as crises migratórias da Europa e da América Central. Desde 2018, é um oponente vocal do neo-nacionalismo. Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.
Jorge Mario Bergoglio nasceu numa família de imigrantes italianos. O seu pai, Mario Giuseppe Bergoglio Vasallo, nascido em Portacomaro em 2 de abril de 1908 e falecido em 1959, era um trabalhador ferroviário e sua mãe, Regina Maria Sivori Gogna, nascida em Buenos Aires, de pais genoveses, em 28 de novembro de 1911 e falecida em 8 de janeiro de 1981, era dona de casa. Os dois se casaram em Buenos Aires no dia 12 de dezembro de 1935. Mario Giuseppe também jogava basquetebol no San Lorenzo, um dos cinco grandes do futebol argentino e cujas origens haviam sido impulsionadas por um padre. Jorge tornar-se-ia torcedor sanlorencista, já tendo afirmado que não perdeu nenhum jogo do título argentino de 1946, quando tinha então dez anos. Em carta aos dirigentes do clube que o visitaram uma semana após tornar-se Papa, relembrou: "Tem vindo à minha memória belas recordações, começando desde a minha infância. Segui, aos dez anos, a gloriosa campanha de 1946. Aquele gol de Pontoni!".
Nascido e criado no bairro de Flores, atual sede do San Lorenzo, o Papa Francisco é o mais velho de cinco filhos, tendo como irmãos: Oscar Adrian Bergoglio (nascido em 30 de janeiro de 1938 e já falecido), Marta Regina Bergoglio (nascida em 24 de agosto de 1940 e falecida em 11 de julho de 2007), Alberto Horacio Bergoglio (nascido em 17 de julho de 1942 e falecido em 15 de junho de 2010) e Maria Elena Bergoglio (nascida em 7 de fevereiro de 1948). Inicialmente, alguns órgãos de mídia teriam afirmado que Jorge Bergoglio fez graduação e mestrado em química, na Universidade de Buenos Aires, porém mais tarde se verificou que esta informação era incorreta, ele tendo apenas um diploma técnico em química pela Escuela Técnica Industrial N° 27 Hipólito Yrigoyen. Na juventude, teve uma doença respiratória que numa operação de remoção lhe fez perder um pulmão. Durante a sua adolescência, teve uma namorada, Amalia. Segundo ela, Bergoglio chegou a pedi-la em casamento durante a época, tendo ele inclusive afirmado que, do contrário, se tornaria padre.
Ingressou no noviciado da Companhia de Jesus em março de 1958. Fez o juniorado em Santiago, Chile. Graduou-se em Filosofia em 1960, na Universidade Católica de Buenos Aires. Entre os anos 1964 e 1966, ensinou Literatura e Psicologia, no Colégio Imaculada, na Província de Santa Fé, e no Colégio do Salvador, em Buenos Aires. Graduou-se em Teologia em 1969. Recebeu a ordenação presbiteral no dia 13 de dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano. Emitiu seus últimos votos na Companhia de Jesus em 1973. Em 1973 foi nomeado Mestre de Noviços, no Seminário da Villa Barilari, em San Miguel. No mesmo ano foi eleito superior provincial dos jesuítas, na Argentina. Em 1980, após o período do provincialato, retornou a San Miguel, para ensinar em uma escola dos jesuítas.
No período de 1980 a 1986 foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel. Após seu doutorado na Alemanha, foi confessor e diretor espiritual em Córdoba. Francisco fala fluentemente o espanhol (sua língua nativa), italiano, relativamente bem francês e alemão, e pouco o inglês, assim como o português e o latim.
Em 20 de maio de 1992, o Papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Buenos Aires, com a sé titular de Auca (Aucensi). Sua ordenação episcopal deu-se a 27 de junho de 1992, pelas mãos do cardeal Quarracino, de Dom Emilio Ogñénovich e de Dom Ubaldo Calabresi. Em 3 de junho de 1997, foi nomeado arcebispo coadjutor de Buenos Aires. Tornou-se arcebispo metropolitano de Buenos Aires no dia 28 de fevereiro de 1998.
Foi nomeado ordinário para os fiéis de rito oriental sem ordinário próprio, na Argentina, pelo Papa João Paulo II, em 30 de novembro de 1998. Foi criado cardeal no Consistório Ordinário Público de 2001, ocorrido em 21 de fevereiro de 2001, presidido pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino. Quando foi nomeado, convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres.
Val Edward Kilmer (Los Angeles, 31 de dezembro de 1959 – 1 de abril de 2025) foi um ator americano. Originalmente ator de teatro, Kilmer tornou-se popular em meados da década de 1980, após estrelar vários filmes de comédia, começando com Top Secret! (1984) e Real Genius (1985). Também estrelou filmes de ação, incluindo um papel secundário em Top Gun (1986) e um papel maior em Willow (1988).
Durante a década de 1990, Kilmer ganhou o respeito crítico após estrelar vários filmes que também foram bem sucedidos comercialmente, incluindo seu papel como Jim Morrison em The Doors (1991), Doc Holliday em Tombstone (1993), Batman em Batman Forever (1995), Chris Shiherlis em Heat (1995), Cel. John Henry Patterson em The Ghost and the Darkness (1996), Simon Templar em The Saint (1997) e Moisés em The Prince of Egypt (1998). Durante o início da década de 2000, Kilmer estrelou vários papéis que também foram bem recebidos, incluindo The Salton Sea, Spartan, Kiss Kiss Bang Bang, e dublou a voz de KITT em Knight Rider.
Em 2020 ele lançou seu primeiro livro de memórias, "I'm Your Huckleberry", onde fala sobre sua luta contra o câncer e sobre os relacionamentos com atrizes famosas.
Kilmer nasceu em Los Angeles, na Califórnia, filho de Gladys e Eugene Kilmer, um distribuidor de equipamentos aeroespaciais e promotor imobiliário. O avô de Kilmer era um minerador de ouro em Novo México. Kilmer era de ascendência alemã, sueca, irlandesa, e cherokee. Cresceu em Vale de São Fernando com seus dois irmãos, o mais velho Mark e o mais novo Wesley (que morreu com 15 anos, por um ataque epilético em uma piscina). Foi criado por um cientista cristão, estudou na Universidade de Chatsworth, em San Fernando Valley, onde foi colega de Kevin Spacey e Mare Winningham, e também participou da Escola Profissional de Hollywood. Também frequentou uma escola sobre ciência cristã em Los Angeles, desde a creche à formatura do 9º ano. Aos 17 anos, era o mais jovem aceito no programa de drama Juilliard School. Ele estava no grupo 10 da divisão de drama.
Começou no cinema em filmes como "Top Secret" e "Academia de Gênios".
Despontou ao sucesso como coadjuvante no filme Top Gun (1986), mas seu grande momento foi ao interpretar, com perfeição, o lendário Jim Morrison, vocalista e compositor da banda The Doors, no filme "The Doors", de Oliver Stone, de 1991.
Fez muitos filmes de aventura, em dois deles interpretou famosos heróis de quadrinhos: Batman ("Batman Forever") e O Santo ("The Saint").
Apesar de preferir o teatro às telonas, ganhou bastante reconhecimento pelos filmes feitos na última década.
O ator escreveu e dirigiu um videodocumentário sobre armas nucleares chamado Journey to Victory. Apesar do tema pesado, Kilmer diz que seu trabalho fala, basicamente, sobre pessoas, seus medos e esperanças, em relação ao futuro.
Ao longo da década de 2000, a carreira de Kilmer pareceu entrar em colapso. Seus filmes são lançados diretamente em DVD, e ele não mais era protagonista. Prova de seu declínio foi um papel pequeno em Abelar: Tales of an Ancient Empire, dirigido por Albert Pyun.
Ao contrário do que se pensa, Val não era apelido ou abreviação de outro nome. Seu pai, Eugene, era proprietário de uma distribuidora de equipamentos aeroespaciais e promotor imobiliário, onde um de seus sócios era vice-presidente, e se chamava Val. Ele gostou tanto do nome que resolveu dar o mesmo ao seu filho.
Em seu casamento com Joanne Whalley, o ator teve dois filhos: Mercedes, nascida em 1992, e Jack, de 1995.
Sempre que podia, Kilmer ajudava ONGs cujas causas achava justas, como a Habitat para a Humanidade, a AmeriCares, e a Wildlife Center.
Quando estava na Juilliard, Val recebeu a notícia de que seu irmão mais novo, Wesley, havia morrido. Ele diz que o caçula dos Kilmer era um rapaz único no universo. O que aprendeu com a morte dele foi ver todos os talentos e qualidades contidos naquela pessoa única no mundo. Que deve procurar essas qualidades em si mesmo, respeitando-as e cultivando-as.
Na infância, em Los Angeles, o pequeno Val morava perto da casa de Roy Rogers e Dale Evans. Um belo dia, o menino resolveu ir tocar na casa dos vizinhos.
Em outubro de 2016, o ator Michael Douglas declarou que Kilmer, seu amigo de longa data, estaria com câncer. Alguns dias depois, Val Kilmer chegou a desmentir o boato, afirmando que está livre de qualquer doença. Posteriormente, o ator confirmou estar se tratando do câncer, embora não tenha especificado de qual tipo era.
Ele sofreu de câncer de garganta, e em 21 de abril de 2020 deu uma rara entrevista ao programa Good Morning America, na qual falou sobre a traqueostomia que o ajuda a respirar. Disse também que se sentia bem melhor do que parecia.
Morreu em 1 de abril de 2025 em Los Angeles devido a uma pneumonia.